Arquivo para outubro \18\UTC 2007

cronograma

Outubro, Novembro e Dezembro.

A artista visual e pesquisadora Lílian Amaral abordará o tema “Paisagem Revelada: A Percepção e o caminhar como prática Estética. Cartografias, Percursos, Territórios” em setembro. Na oportunidade o artista multimídia Rogério Nagaoka – membro do Espaço Coringa -ministrará workshop abordando mediações da arte no espaço público por meio da imagem fotográfica.

Em outubro o tema dos encontros será “Arqueologia da Memória: uma micro-história no tempo e no espaço, com participação da Sônia Maria Freitas, Doutora em História Social/USP, especialista em História Oral pela
Universidade de Essex, Grã-Bretanha. ex-pesquisadora e curadora do Memorial do Imigrante e André Costa, documentarista, professor da FAAP e diretor do Olhar Periférico.

No mês de novembro os encontros abordarão os “Imaginários Urbanos: mediações entre história pública e imagens privadas”, com André Costa e Lilian Amaral.

Eventos de Abertura da Casa da Memória – Núcleo da Memória Audiovisual da Paisagem Humana de Paranapiacaba.

Dezembro – “24 Horas: Una Linea en la Ciudad. Interações artísticas e não-artísticas no espaço público”, com a participação de Daniel Toso, Lílian Amaral, Rogério Nagaoka, André Costa, da bióloga e artista visual norte-americana Katherine Bash, do coletivo Entretantos, Fora do Eixo, do grupo de Pesquisa da UnB Corpos Informáticos, coordenado por Bia Medeiros e representantes da comunidade de artistas e não-artistas de Paranapiacaba.

Ciclo de vídeos abordará relações entre Arte, Memória, Cidade e Identidade, prevista para a abertura da Casa da Memória,  uma parceria com curadoria de Solange Farkas da Associação Videobrasil.

Mesa redonda discutirá panorama de relações nas “Práticas Colaborativas e Mediações da Arte:  Por uma Cartografia da Memória.  Espaços em Transito e Lugares de Experiências”, com participação de Ana Mae Barbosa, Profa. Livre docente da ECA/USP, Priscila Arantes, crítica, teórica, pesquisadora e curadora no campo da arte contemporânea e tecnológica, Profa. da Graduação e Pós-Graduação em Arte e Tecnologia da PUC-SP e do Centro Universitário Senac e Diretora técnica do Paço das Artes, Maria Adélia de Souza, Geógrafa, Profa. Livre docente da FFLCH/USP e Presidente do Territorial, Edgard de Assis Carvalho, Antropólogo, Prof. Livre-Docente do Curso de Pós-Graduação em Ciências Sociais da PUC-SP, Coordenador do Núcleo da Complexidade e Ex-presidente do Condephaat, Arquiteto. José Saia, representante regional do IPHAN/SP e Paula Caetano, diretora da Casa do Olhar, Santo André/SP.

Estruturados a partir do projeto colaborativo, interdisciplinar e processual, os resultados decorrentes dos workshops, palestras e investigações irão integrar o banco de dados, acervo da Casa da Memória, a ser inaugurada em Dezembro. O Projeto Colaborativo Casa da Memória – Núcleo da Memória Audiovisual da Paisagem Humana de Paranapiacaba, integrante do Museu a Céu Aberto é uma realização da Subprefeitura de Paranapiacaba e Parque Andreense, da prefeitura de Santo André, estado de São Paulo, Brasil.

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HISTÓRIA ORAL: EM BUSCA DE NOSSAS RAÍZES

Profa. Dra. Sônia Maria Freitas

O curso tem por objetivo abordar a potencialidade e as diferentes possibilidades da história oral em seus aspectos teóricos, metodológicos e práticos.

É inegável a dimensão que o debate sobre a história oral vem assumindo nas ciências sociais, principalmente por sua abrangência pedagógica e interdisciplinar e por sua importância na interpretação das representações sociais e do conteúdo simbólico. Destaca-se aqui a reconstrução da memória através da valorização do vivido. O recurso de fontes orais não é tão simples como a maioria dos pesquisadores imaginam, pois isso implica na utilização de metodologia específica.

Nesse sentido, o curso destaca as possibilidades da história oral na produção de conhecimento, em projetos comunitários, Museus e outras instituições, na prática didática entre outras. É nosso intuito incentivar o desenvolvimento de projetos de história oral pelo grupo, buscando a reconstrução da memória da cidade.

PLANO DE TRABALHO
1. História Oral: definição, a história da história oral, historiografia e história oral.
Tradição oral X História de Vida X História Oral Temática.
Diferenciação conceitual e metodológica.
Apresentação de vídeo

2. A realização de uma pesquisa utilizando o método da História Oral pressupõe a necessidade de um conjunto de orientações. A partir de uma perspectiva metodológica e prática, apresentaremos as etapas necessárias para a realização de projeto de pesquisa dessa natureza:
. Projeto
. Pesquisa
. Roteiro
. Técnicas de entrevista
. Uso de gravador, vídeo, máquina fotográfica, etc.
. Medidas pós-entrevista
. Produtos e sub-produtos da pesquisa
. Catalogação e armazenamento
Nesta etapa, os participantes deverão desenvolver roteiros e realizar entrevistas com pessoas do próprio grupo.

3. Apresentação de material produzido pelas equipes, seguido de análise.

4 Gravação de depoimentos ao vivo com moradores antigos da Vila de Paranapiacaba, com intuito de valorizar e incentivar o resgate da história local. Análise dos depoimentos pelo grupo: questões teóricas e práticas.
BIBLIOGRAFIA

. ALBERTI, Verena. A Experiência do CPDOC. Rio de Janeiro, FGV/CPDOC, 1989.
. BOSI, Eclea. Memória e Sociedade: Lembranças de Velhos. São Paulo: T. A. Queiroz, 1979.
. FERREIRA, Marieta de Moraes (Coord.). Entre-Vistas: abordagens e usos da História Oral. Rio de Janeiro: FVG/CPDOC, 1994.
. FREITAS, Sônia Maria de. Reminiscências. São Paulo: Editora Maltese, 1993.
. ________________________. História Oral: possibilidades e procedimentos. São Paulo, Humanitas/USP e Imprensa Oficial, 2002.
. _________________________. Presença Portuguesa em São Paulo.
Imprensa Oficial/Memorial do Imigrante, 2006.
. MEIHY, J. C. B., LEVINE, Robert M. Cinderela Negra: a saga de Carolina Maria de Jesus. Rio de Janeiro: Editora UFRJ, 1994.

. _____________. (org.) Re-Introduzindo a história oral no Brasil. São Paulo: Xamã, 1996.
. PASSERINI, Luisa. “Mitobiografia em História Oral”. In: Projeto História 10, São Paulo: EDUC, 1993.
. PERELMUTTER, Daisy, ANTONACCI, Maria Antonieta. Ética e História Oral. São Paulo; EDUC, 1981. (Projeto História 15)
. Portellli, Alessandro. “Sonhos Ucrônicos. Memória e possíveis mundos dos trabalhadores”. In: Projeto História 10, São Paulo: EDUC, 1993
. QUEIROZ, Maria Isaura P. de. “Relatos Orais: do ‘indizível’ ao ‘dizível’, In: Ciência e Cultura, 239(3), pp. 272-286.
. THOMPSON, Paul. A Voz do Passado: História Oral. São Paulo: Paz e Terra, 1992.

Workshop PAISAGEM REVELADA: Encontro II: Atuação no Espaço, Coleta.

Conceito: Arte/Cidade/Percepção/Deslocamento/Espaço

Revelação do lugar através da realização de intervenções e interações efêmeras (intervenções poéticas – texto, som, imagem, performance, paisagismo,…).

Criação de novas paisagens.

Potencialização de experiências e lugares, criando mecanismos e situações que propiciem a apropriação dos espaços por meio da observação ativa.

Observação Ativa: desenvolvimento de métodos de investigação que podem se caracterizar das seguintes formas: classificatório, documental, performático, construtivo/desconstrutivo, inserção (textos, imagens, sons, etc).

1. Descrição
2. Metodologia
Os participantes primeiramente serão estimulados a “praticar o lugar” por meio de um tour liderado pelos artistas/provocadores, no qual se desenvolvem experiências sensoriais e perceptivas.

Os participantes desenvolverão explorações, tais como: mapas, registros – desenho, fotografia, vídeo, entrevistas, etc, como uma etapa intermediária de apropriação do lugar.

Como resultados das explorações os participantes desenvolverão intervenções e projetos no território (institucional e urbano/entorno ou virtual) em diferentes níveis: da maquete ao website, da performance ao objeto, da inserção de textos a projeções de imagens, de desenhos a criações sonoras).

As intervenções podem resultar em um novo tour ou em pequenas mostras, abertas ao público urbano.

Criação de um circuito ou tour que envolva os espaços institucionais e urbanos do entorno, provocando a percepção dos participantes/público em relação ao potencial dos espaços e ambientes circunscritos ao território – Museu a Céu Aberto.

Situação metafórica de exploração, aplicável a qualquer contexto, estimula e valida práticas de apropriação e identidade local.