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	<title>Comentários sobre Casa da Memoria</title>
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	<description>Núcleo da Memória Audiovisual da Paisagem Humana da Vila de Paranapiacaba</description>
	<lastBuildDate>Tue, 26 May 2009 15:29:55 +0000</lastBuildDate>
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		<title>Comentário sobre o projeto por miriam muniz</title>
		<link>http://casadamemoria.wordpress.com#comment-238</link>
		<dc:creator>miriam muniz</dc:creator>
		<pubDate>Tue, 26 May 2009 15:29:55 +0000</pubDate>
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		<description>sou de santo andré, moro atualmente em são josé do rio preto sp ,conheci quando adolescente o doel sauerbronn , tenho algumas fotos de paranapiacaba , minha vó morou aía muitos anos, quando funcionava a estrada de ferro e se descia para santos, meu avo foi chefe da estação, passei muitas vezes aí quando era criança , indo de trem para santos , muito legal. Acho lindo o que estão fazendo para não deixar perder toda essa história . beijos a todos.</description>
		<content:encoded><![CDATA[<p>sou de santo andré, moro atualmente em são josé do rio preto sp ,conheci quando adolescente o doel sauerbronn , tenho algumas fotos de paranapiacaba , minha vó morou aía muitos anos, quando funcionava a estrada de ferro e se descia para santos, meu avo foi chefe da estação, passei muitas vezes aí quando era criança , indo de trem para santos , muito legal. Acho lindo o que estão fazendo para não deixar perder toda essa história . beijos a todos.</p>
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		<title>Comentário sobre Documentário: texto-imagem. Oralidade, memórias, fragmentos por jonas</title>
		<link>http://casadamemoria.wordpress.com/2007/08/20/documentario-texto-imagem-oralidade-memorias-fragmentos/#comment-229</link>
		<dc:creator>jonas</dc:creator>
		<pubDate>Wed, 06 May 2009 16:05:43 +0000</pubDate>
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		<description>esse poema é uma oralidade ?????</description>
		<content:encoded><![CDATA[<p>esse poema é uma oralidade ?????</p>
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	<item>
		<title>Comentário sobre o projeto por Regina Azevedo Miguel</title>
		<link>http://casadamemoria.wordpress.com#comment-175</link>
		<dc:creator>Regina Azevedo Miguel</dc:creator>
		<pubDate>Sun, 16 Nov 2008 03:44:19 +0000</pubDate>
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		<description>ODE à NATUREZA

O Parque Natural Municipal Nascentes de Paranapiacaba é um dos mais belos redutos ecológicos do estado de São Paulo. Em seu meio biótico abriga espécies raras, em uma abundância de água, fauna e flora que nos obriga a um olhar mais reflexivo no sentido de planejar nosso futuro.
Criado em 05 de junho de 2003, como uma Unidade de Conservação, possui mais de quatro quilômetros quadrados de mata atlântica e um importante número de nascentes  para a grande metrópole  que é São Paulo.
Bebem nas águas do parque natural os Micro Leões de Cara Preta, aquele Tiê Sangue sedento, onças pintadas, os quatis e os tucanos. O Beija-flor-rubi marca um encontro com o Beija-flor-tesoura e com o Gavião Miudinho no último galho de um velho carobão  para comentar sobre umas bromélias que andaram sumindo lá no canto leste da mata.
Ah! Acordamos com este falatório das aves todos os dias!
Os limites do Parque Natural de Paranapiacaba criam um tapete verde que envolve a vila histórica tombada para protegê-la, mais que cidadãos    que obedecem ao imperativo da lei que proibe desmatar qualquer parcela daquelas matas e retirar espécimes da fauna e da flora existentes, nos tornamos seus protetores e amigos.
Por morar aqui somos guardiões invisíveis deste poder quântico de equilíbrio em nosso parque, de seu ar e nossas crianças tem o privilégio de nadar e brincar em suas águas.
A sensação de mata atlântica emendada de um parque que se liga territorialmente ao Parque Estadual da Serra do Mar deixa nossa Unidade de Conservação muito mais poderosa. Toda população brasileira poderá  conhecer e estar neste cantinho de terra preservada. É um direito que será legado por nós às novas gerações. A mata atlântica, única no planeta, não pode morrer nem se extinguir completamente.Este é o nosso principal objetivo como guardiões.
Alquimistas de saberes, colocaremos em nossa prática, como viventes do vilarejo encantado, as noções que pertecem aos guardiões de todos os tempos: um cuidador essencial. Cuidador da memória que se transforma e se apaga, cuidador da mata que é frágil e de suas águas simples, cuidador da educação dos mais jovens...um cuidador de si mesmo!.
Atelier Cia. da Terra.</description>
		<content:encoded><![CDATA[<p>ODE à NATUREZA</p>
<p>O Parque Natural Municipal Nascentes de Paranapiacaba é um dos mais belos redutos ecológicos do estado de São Paulo. Em seu meio biótico abriga espécies raras, em uma abundância de água, fauna e flora que nos obriga a um olhar mais reflexivo no sentido de planejar nosso futuro.<br />
Criado em 05 de junho de 2003, como uma Unidade de Conservação, possui mais de quatro quilômetros quadrados de mata atlântica e um importante número de nascentes  para a grande metrópole  que é São Paulo.<br />
Bebem nas águas do parque natural os Micro Leões de Cara Preta, aquele Tiê Sangue sedento, onças pintadas, os quatis e os tucanos. O Beija-flor-rubi marca um encontro com o Beija-flor-tesoura e com o Gavião Miudinho no último galho de um velho carobão  para comentar sobre umas bromélias que andaram sumindo lá no canto leste da mata.<br />
Ah! Acordamos com este falatório das aves todos os dias!<br />
Os limites do Parque Natural de Paranapiacaba criam um tapete verde que envolve a vila histórica tombada para protegê-la, mais que cidadãos    que obedecem ao imperativo da lei que proibe desmatar qualquer parcela daquelas matas e retirar espécimes da fauna e da flora existentes, nos tornamos seus protetores e amigos.<br />
Por morar aqui somos guardiões invisíveis deste poder quântico de equilíbrio em nosso parque, de seu ar e nossas crianças tem o privilégio de nadar e brincar em suas águas.<br />
A sensação de mata atlântica emendada de um parque que se liga territorialmente ao Parque Estadual da Serra do Mar deixa nossa Unidade de Conservação muito mais poderosa. Toda população brasileira poderá  conhecer e estar neste cantinho de terra preservada. É um direito que será legado por nós às novas gerações. A mata atlântica, única no planeta, não pode morrer nem se extinguir completamente.Este é o nosso principal objetivo como guardiões.<br />
Alquimistas de saberes, colocaremos em nossa prática, como viventes do vilarejo encantado, as noções que pertecem aos guardiões de todos os tempos: um cuidador essencial. Cuidador da memória que se transforma e se apaga, cuidador da mata que é frágil e de suas águas simples, cuidador da educação dos mais jovens&#8230;um cuidador de si mesmo!.<br />
Atelier Cia. da Terra.</p>
]]></content:encoded>
	</item>
	<item>
		<title>Comentário sobre Workshop Lilian Amaral por Ivan Soares David</title>
		<link>http://casadamemoria.wordpress.com/2007/09/18/workshop-lilian-amaral-2/#comment-156</link>
		<dc:creator>Ivan Soares David</dc:creator>
		<pubDate>Wed, 13 Aug 2008 23:27:13 +0000</pubDate>
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		<description>Prezada Lilian, 
Simplesmente demais esse workshop.
um bj
Ivan David</description>
		<content:encoded><![CDATA[<p>Prezada Lilian,<br />
Simplesmente demais esse workshop.<br />
um bj<br />
Ivan David</p>
]]></content:encoded>
	</item>
	<item>
		<title>Comentário sobre o projeto por Andreia Tairon</title>
		<link>http://casadamemoria.wordpress.com#comment-129</link>
		<dc:creator>Andreia Tairon</dc:creator>
		<pubDate>Thu, 19 Jun 2008 21:45:36 +0000</pubDate>
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		<description>Olá. Meu nome é Andreia, tenho 25 anos e sou historiadora. No momento, além de lecionar a matéria de História para escolas estaduais, eu monto um projeto de mestrado que tem como tema a &quot; ideologia hippie&quot; . O interessante foi que desde a primeira vez que estive na Vila de Paranapiacaba, eu me apaixonei pelo lugar, e depois, vim descobrir que o lugar já abrigou comunidades hippies, o que despertou ainda mais o meu interesse pelo local.
 Enfim, gostaria de saber um pouco mais sobre a Casa da memória, saber se neste local posso encontrar maiores informações sobre a vila e essas comunidades hippies que ai viveram. Gostaria que vocês me informassem sobre onde poderei pesquisar sobre o assunto, a fim de fazer um estudo aprofundado sobre a Vila, esse lugar misterioso e encantador que todas as pessoas deveriam ter o prazer de conhecer.
 Muito obrigada!</description>
		<content:encoded><![CDATA[<p>Olá. Meu nome é Andreia, tenho 25 anos e sou historiadora. No momento, além de lecionar a matéria de História para escolas estaduais, eu monto um projeto de mestrado que tem como tema a &#8221; ideologia hippie&#8221; . O interessante foi que desde a primeira vez que estive na Vila de Paranapiacaba, eu me apaixonei pelo lugar, e depois, vim descobrir que o lugar já abrigou comunidades hippies, o que despertou ainda mais o meu interesse pelo local.<br />
 Enfim, gostaria de saber um pouco mais sobre a Casa da memória, saber se neste local posso encontrar maiores informações sobre a vila e essas comunidades hippies que ai viveram. Gostaria que vocês me informassem sobre onde poderei pesquisar sobre o assunto, a fim de fazer um estudo aprofundado sobre a Vila, esse lugar misterioso e encantador que todas as pessoas deveriam ter o prazer de conhecer.<br />
 Muito obrigada!</p>
]]></content:encoded>
	</item>
	<item>
		<title>Comentário sobre cronograma por Ludmila</title>
		<link>http://casadamemoria.wordpress.com/2007/10/18/cronograma-2/#comment-98</link>
		<dc:creator>Ludmila</dc:creator>
		<pubDate>Tue, 20 May 2008 03:25:47 +0000</pubDate>
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		<description>Olá Lilian.

achei extremamente interessante o projeto de vcs. Sou graduada em História e sempre atuei em centros de memória. Como vai o projeto? Qual a proxima etapa de vcs?
Desejo sucesso.
Abraços</description>
		<content:encoded><![CDATA[<p>Olá Lilian.</p>
<p>achei extremamente interessante o projeto de vcs. Sou graduada em História e sempre atuei em centros de memória. Como vai o projeto? Qual a proxima etapa de vcs?<br />
Desejo sucesso.<br />
Abraços</p>
]]></content:encoded>
	</item>
	<item>
		<title>Comentário sobre o projeto por Slyeb</title>
		<link>http://casadamemoria.wordpress.com#comment-87</link>
		<dc:creator>Slyeb</dc:creator>
		<pubDate>Sun, 23 Mar 2008 11:44:51 +0000</pubDate>
		<guid isPermaLink="false">#comment-87</guid>
		<description>i am gonna show this to my friend, dude</description>
		<content:encoded><![CDATA[<p>i am gonna show this to my friend, dude</p>
]]></content:encoded>
	</item>
	<item>
		<title>Comentário sobre o projeto por Regina Azevedo Miguel</title>
		<link>http://casadamemoria.wordpress.com#comment-84</link>
		<dc:creator>Regina Azevedo Miguel</dc:creator>
		<pubDate>Wed, 27 Feb 2008 12:09:15 +0000</pubDate>
		<guid isPermaLink="false">#comment-84</guid>
		<description>,

     Tenho a sensação que esperei sete anos, o tempo que moro neste lugar de trezentas casas, para decidir escrever estas crônicas. Queria me sentir segura e com a tranquilidade nescessária para tratar de uma série de acontecimentos presentes em minha vida cotidiana na Vila de Paranapiacaba desde 1999.
      A reflexão metodológica no campo das ciências sociais e o meu senso de antropóloga investigadora formavam barreiras imaginárias e científicas a respeito da interpretação, e de minha própria aceitação, desta mesma série de acontecimentos _ os fantasmas, em especial os que ``vivem`` em Paranapiacaba.
      A magnífica e exuberante Mata Atlântica que envolve o vilarejo me deu o ingrediente primordial de abertura mental para transitar neste mundo limite do esoterismo e do espiritismo e assim acalmar meus anseios e incredulidades ( intimamente ligados a racionalidade da sociologia ativa) ao propor um descortinamento da realidade das coisas e dos meus objetos escolhidos, ah...eu os via, os sentia e os ouvia.
      ``A Vila de Paranapiacaba é, no Brasil, a única vila ferroviária conservada como em sua fundação e um marco da presença britânica no país. Foi construída pela São Paulo Railway Co. em 1867, (...)``.
       Sei que os seres são formados por 109 átomos e que estes átomos estão em constante movimento, gerando a vida todo o tempo, mas o que vivi na própria pele foi de arrepiar! Havia recém-chegado do Amapá e não quis mais viver em São Paulo, no cotidiano desta imensa cidade. Precisava ficar pertinho da natureza. Mudei para cá em tres viagens noturnas, no mesmo dia ( `a
época dos fuscas clandestinos...), desmaiei de cansaço quando o dia amanhecia. Quando acordei era um dia de neblina absoluta. Eu não via nada nem ninguém. Todas as janelas de todas as casas estavam fechadas e tive a nítida primeira impressão de uma cidade de madeira abandonada.
      Senti presenças não mais físicas neste mesmo primeiro dia, os mortos e as energias me contataram de alguma maneira, fato que chamo de ``ver os fantasmas``.
      Na casa construída em peróba rosa onde passei a morar havia um porão de um metro aproximadamente e faltava uma grade de ferro que o protegia. Em meio a toda aquela sensação de frio que não passa que a neblina absoluta provoca, fui examinar o porão, entrando pela passagem suja e empoeirada. O cheiro de mofo, ocre, antigo, de um lugar que não era limpo há anos e anos me atingiu em cheio, provocando espirros e lágrimas de irritação, sai do porão suja e sufocada para respirar. Quando me ajoelhei do lado de fora da pequena calçada lateral da casa para olhar e tentar observar algo do porão escuro e vazado abaixo de duas casas geminadas, vi nitidamente uma criança.
      Era uma menina sorridente em pé, dentro do porão e com um bonito vestido branco cheio de lacinhos. Ela fazia sinais com as mãozinhas me chamando para entrar novamente no porão, sorrindo o tempo todo.
      Amo crianças, tenho toda uma vida dedicada a trabalhos e projetos envolvendo seus direitos e sua proteção, o que imagino agora ter sido responsável pelo fato de eu não ter me assustado. A palavra que escolho para descrever o que senti é perplexidade. O frio que eu já sentia naquele dia fechado e típico do vilarejo se multiplicou e senti como se fosse um choque, uma entrada em cachoeira geladíssima ou mesmo um 220 volts. Fechei os olhos instantaneamente e por breves instantes, imagino, eu e a menina fomos para o meio de um imenso e belíssimo jardim de grama verde clarinha, amigas, de mãos dadas, rodando e sorrindo juntas, quentes com um sol do meio dia sobre nossas cabeças.
      Abri os olhos em transe, estava agarrada na abertura do porão  com as duas mãos e sentindo somente dor nos joelhos por estar ajoelhada. Olhei em forma de espiadinha temerosa o vão no porão, nada mais vi lá dentro. Não sei quanto tempo exatamente durou esta experiência. Sei que senti a neblina, a tarde estava igual, mas percebi naquele momento de minha vida que nada mais seria igual a antes para mim.
Regina  do Atelier Cia. da Terra..</description>
		<content:encoded><![CDATA[<p>,</p>
<p>     Tenho a sensação que esperei sete anos, o tempo que moro neste lugar de trezentas casas, para decidir escrever estas crônicas. Queria me sentir segura e com a tranquilidade nescessária para tratar de uma série de acontecimentos presentes em minha vida cotidiana na Vila de Paranapiacaba desde 1999.<br />
      A reflexão metodológica no campo das ciências sociais e o meu senso de antropóloga investigadora formavam barreiras imaginárias e científicas a respeito da interpretação, e de minha própria aceitação, desta mesma série de acontecimentos _ os fantasmas, em especial os que &#8220;vivem&#8220; em Paranapiacaba.<br />
      A magnífica e exuberante Mata Atlântica que envolve o vilarejo me deu o ingrediente primordial de abertura mental para transitar neste mundo limite do esoterismo e do espiritismo e assim acalmar meus anseios e incredulidades ( intimamente ligados a racionalidade da sociologia ativa) ao propor um descortinamento da realidade das coisas e dos meus objetos escolhidos, ah&#8230;eu os via, os sentia e os ouvia.<br />
      &#8220;A Vila de Paranapiacaba é, no Brasil, a única vila ferroviária conservada como em sua fundação e um marco da presença britânica no país. Foi construída pela São Paulo Railway Co. em 1867, (&#8230;)&#8220;.<br />
       Sei que os seres são formados por 109 átomos e que estes átomos estão em constante movimento, gerando a vida todo o tempo, mas o que vivi na própria pele foi de arrepiar! Havia recém-chegado do Amapá e não quis mais viver em São Paulo, no cotidiano desta imensa cidade. Precisava ficar pertinho da natureza. Mudei para cá em tres viagens noturnas, no mesmo dia ( `a<br />
época dos fuscas clandestinos&#8230;), desmaiei de cansaço quando o dia amanhecia. Quando acordei era um dia de neblina absoluta. Eu não via nada nem ninguém. Todas as janelas de todas as casas estavam fechadas e tive a nítida primeira impressão de uma cidade de madeira abandonada.<br />
      Senti presenças não mais físicas neste mesmo primeiro dia, os mortos e as energias me contataram de alguma maneira, fato que chamo de &#8220;ver os fantasmas&#8220;.<br />
      Na casa construída em peróba rosa onde passei a morar havia um porão de um metro aproximadamente e faltava uma grade de ferro que o protegia. Em meio a toda aquela sensação de frio que não passa que a neblina absoluta provoca, fui examinar o porão, entrando pela passagem suja e empoeirada. O cheiro de mofo, ocre, antigo, de um lugar que não era limpo há anos e anos me atingiu em cheio, provocando espirros e lágrimas de irritação, sai do porão suja e sufocada para respirar. Quando me ajoelhei do lado de fora da pequena calçada lateral da casa para olhar e tentar observar algo do porão escuro e vazado abaixo de duas casas geminadas, vi nitidamente uma criança.<br />
      Era uma menina sorridente em pé, dentro do porão e com um bonito vestido branco cheio de lacinhos. Ela fazia sinais com as mãozinhas me chamando para entrar novamente no porão, sorrindo o tempo todo.<br />
      Amo crianças, tenho toda uma vida dedicada a trabalhos e projetos envolvendo seus direitos e sua proteção, o que imagino agora ter sido responsável pelo fato de eu não ter me assustado. A palavra que escolho para descrever o que senti é perplexidade. O frio que eu já sentia naquele dia fechado e típico do vilarejo se multiplicou e senti como se fosse um choque, uma entrada em cachoeira geladíssima ou mesmo um 220 volts. Fechei os olhos instantaneamente e por breves instantes, imagino, eu e a menina fomos para o meio de um imenso e belíssimo jardim de grama verde clarinha, amigas, de mãos dadas, rodando e sorrindo juntas, quentes com um sol do meio dia sobre nossas cabeças.<br />
      Abri os olhos em transe, estava agarrada na abertura do porão  com as duas mãos e sentindo somente dor nos joelhos por estar ajoelhada. Olhei em forma de espiadinha temerosa o vão no porão, nada mais vi lá dentro. Não sei quanto tempo exatamente durou esta experiência. Sei que senti a neblina, a tarde estava igual, mas percebi naquele momento de minha vida que nada mais seria igual a antes para mim.<br />
Regina  do Atelier Cia. da Terra..</p>
]]></content:encoded>
	</item>
	<item>
		<title>Comentário sobre o projeto por Cleber Zerbielli</title>
		<link>http://casadamemoria.wordpress.com#comment-83</link>
		<dc:creator>Cleber Zerbielli</dc:creator>
		<pubDate>Mon, 25 Feb 2008 14:51:49 +0000</pubDate>
		<guid isPermaLink="false">#comment-83</guid>
		<description>Estranho fascinio me atrai a vila... Talvez a lembrança da liberdade de brincar sozinho desde os meus primeiros passos de vida na minha pequena cidade de Ilópolis, talvez a história do transporte coletivo num tempo onde o individual esbarra no coletivo e não consegue mais se movimentar ou mesmoa a presença central do pau da missa, sinônimo do gde eucalipto da praça central da minha cidade que não serviu de mural de recados mas que abrigou centenas de casais apaixonadas tal e qual o pau da missa e q até hj nos dias de natal atrai pelo colorido e abundancia de luzes nele instalado. Uma pena que ambos sejam eucaliptos e por isso devam morrer. Afinal nem tudo que inglês trouxe permaneceu, aliás nem os próprios permaneceram. E onde até igreja virou bar o que significa um eucalipto a menos bebendo 100 vezes mais água que plantas nativas. É hora de economizar pra não faltar. E pra não morrer tá ai a memória digital, virtual, impressa...
Forte abraço,
Cleber Zerbielli</description>
		<content:encoded><![CDATA[<p>Estranho fascinio me atrai a vila&#8230; Talvez a lembrança da liberdade de brincar sozinho desde os meus primeiros passos de vida na minha pequena cidade de Ilópolis, talvez a história do transporte coletivo num tempo onde o individual esbarra no coletivo e não consegue mais se movimentar ou mesmoa a presença central do pau da missa, sinônimo do gde eucalipto da praça central da minha cidade que não serviu de mural de recados mas que abrigou centenas de casais apaixonadas tal e qual o pau da missa e q até hj nos dias de natal atrai pelo colorido e abundancia de luzes nele instalado. Uma pena que ambos sejam eucaliptos e por isso devam morrer. Afinal nem tudo que inglês trouxe permaneceu, aliás nem os próprios permaneceram. E onde até igreja virou bar o que significa um eucalipto a menos bebendo 100 vezes mais água que plantas nativas. É hora de economizar pra não faltar. E pra não morrer tá ai a memória digital, virtual, impressa&#8230;<br />
Forte abraço,<br />
Cleber Zerbielli</p>
]]></content:encoded>
	</item>
	<item>
		<title>Comentário sobre colaboradores por Rafael</title>
		<link>http://casadamemoria.wordpress.com/colaboradores/#comment-34</link>
		<dc:creator>Rafael</dc:creator>
		<pubDate>Thu, 13 Dec 2007 22:51:12 +0000</pubDate>
		<guid isPermaLink="false">http://casadamemoria.wordpress.com/colaboradores/#comment-34</guid>
		<description>Olá!

Meu nome é Rafael Spaca, trabalho na programação de Cinema do SESC Santo André.

Gostaria de saber se podem me ajudar: preciso de informações sobre a antiga sala de cinema de Paranapiacaba.

Pelo que consta, é a segunda sala de cinema do país.

Antecipadamente, agradeço pela atenção.

Um abraço,
Rafael.</description>
		<content:encoded><![CDATA[<p>Olá!</p>
<p>Meu nome é Rafael Spaca, trabalho na programação de Cinema do SESC Santo André.</p>
<p>Gostaria de saber se podem me ajudar: preciso de informações sobre a antiga sala de cinema de Paranapiacaba.</p>
<p>Pelo que consta, é a segunda sala de cinema do país.</p>
<p>Antecipadamente, agradeço pela atenção.</p>
<p>Um abraço,<br />
Rafael.</p>
]]></content:encoded>
	</item>
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